/ Portal educacao / Diferente / Resenha O brincar como modelo do mГ©todo de tratamento psicanalГ­tico

Resenha Critica Sobre Ludicidade Na Educação Infantil



Denomina-se elemento masculino relaç õ es ativas ou passivas, salientando os instintos. Baseado nisso podemos manter a relaç ã o existente entre o impulso instintivo do recé m-nascido em relaç ã o ao seio, amamentaç ã o e experiê ncias com as zonas eró genas de modo geral. Já o elemento feminino, que nã o contem esse impulso, está relacionado à confusã o que o bebê faz entre si mesmo e o seio materno, &ldquo o objeto é o sujeito &rdquo (p. 668, grifo do autor).

Só brincar?: o papel do brincar na educação infantil

A ilusã o é apresentada ao bebê por intermé dio da mã e, que da mesma maneira que cria a oportunidade de ilusã o a retira, mesmo que o ser humano nunca a perca por completo. O autor fala em ilusã o no sentido de que nos meses iniciais o bebê nã o passou pelo processo de narcizaç ã o, portanto nã o distingue o que faz parte dele e o que é externo a ele, cria-se assim, mesmo que intencionalmente, a ilusã o ao bebê de que ele e o seio materno sã o um só . Nas primeiras etapas da ilusã o encontra-se o fenô meno de transicionalidade.

Aimportância do brincar: Brincando e aprendendo na

             A cultura lúdica é um conjunto de procedimentos que permitem tornar o jogo possível. A brincadeira produz uma realidade da vida cotidiana, e compreende com as estruturas de jogo que não se limitam ás de jogo com regras. Trata de produzir uma realidade daquela da vida cotidiana, ela compreende evidentemente estruturas de jogo que não se limitam e\ou a ficção em que a criança dispõe de esquemas que são uma observação da realidade.         Brincar de papai e mamãe ou imitar o Batman são exemplos.                        Essa cultura diversifica-se de acordo com a cultura em que a criança está inserida o meio social a idade e o sexo da criança.                                     Atualmente os brinquedos que ligam ao imaginário aumentaram, como os bonecos que ligam ao universo ao imaginário, o videogame, etc.                  Tudo isso mostra a importância do objeto na constituição da cultura lúdica contemporânea.

Resenha - O Brincar e a Realidade

O autor fala sobre sonhos, fantasias e a vida real. Cita um caso clí nico de uma paciente que nã o tinha noç ã o da diferenç a entre estar sonhando, estar realmente realizando alguma atividade ou estar apenas fantasiando algo. A partir disso traç a um conceito sobre os mesmos. O sonho relaciona-se ao mundo real, eles tê m um sentido que pode estar relacionado a coisas que vivenciamos no mundo real. O fantasiar, em contraste, se resume em ilusõ es sem nenhum significado ou relaç ã o com o que vivemos (nã o contribuem para o sonhar nem para o viver).

A busca do self (&ldquo eu sou&rdquo ) baseia-se no brincar, que é quando o individuo utiliza a criatividade (relacionada ao estar vivo, à realidade externa e nã o exclusivamente à s criaç õ es) e usa a sua personalidade integral, em outras palavras, só é possí vel encontrar o self atravé s do ato criativo. Para ele, criatividade está presente em pessoas saudá veis, enquanto a submissã o é algo doentio.

O livro trata de questõ es importantes e relevantes para estudiosos no assunto e para pais també m, entretanto conté m inú meras expressõ es que nã o sã o devidamente definidas, o que dificulta a compreensã o do ponto de vista de Winnicott como, por exemplo, a definiç ã o do que é uma mã e suficientemente boa. As dificuldades da infâ ncia e as fases da mesma sã o devidamente analisadas no decorrer do livro, trazendo ao leitor uma variedade de informaç õ es que contribuem para um desenvolvimento saudá vel. O exemplo dado atravé s de casos clí nicos tratados pelo pró prio D. Winnicott e o modo com o qual ele realiza as sessõ es, també m sã o pontos que contribuem para um melhor entendimento.

No livro &ldquo O brincar e a realidade&rdquo , publicado no ano de 6975 pela editora Imago, o autor Donald Woods Winnicott aborda questõ es relacionadas à infâ ncia nos primeiros anos de vida. Ele relata em seu livro o fato de que o bebê ao nascer inicia com o processo de satisfaç ã o de instintos de zonas eró genas, por exemplo, a oral. Assim, como o bebê busca o prazer por meio de tal satisfaç ã o, com o passar do tempo ele acaba por adotar objetos de transiç ã o que auxiliam esse processo, sendo isso de extrema importâ ncia na formaç ã o do indiví duo. Esses dois fenô menos estã o ligados, visto que a estimulaç ã o eró gena é o primeiro passo para levar uma crianç a a transicionalidade, que nã o deixa de ser uma zona intermediá ria.

Ao nascer o recé m-nascido nã o difere o que é ele e o que nã o é , a constituiç ã o do ego é o que permite a formaç ã o do self e isso vai ocorrendo ao longo dos anos por um desenvolvimento saudá vel. &ldquo Á medida que o ego começ a a organizar-se, isso que chamo de relaç ã o de objeto do elemento feminino puro estabelece o que é talvez a mais simples de todas as experiê ncias, a experiê ncia do ser.&rdquo (p. 669). Poré m, é viá vel dizer que com elemento feminino puro, Winnicott nã o faz referencia a homens ou mulheres de uma forma especí fica, pois pode estar presente em ambos os sexos.

A relaç ã o de objeto do elemento masculino puro, ao contrá rio do feminino, estabelece uma relaç ã o de separaç ã o. Ou seja, com o ego formado, o bebê já é capaz de distinguir o que é ele e o que nã o é , podendo, a partir disso, desenvolver outras estruturas psí quicas.

Ele afirma que as pessoas esquizó ides e extrovertidas que tê m dificuldades de entrar em contato com os pró prios sonhos geralmente buscam ajuda de psicoterapia, pois se sentem insatisfeitas consigo mesmas.

Uma mã e suficientemente boa atende à s necessidades do bebê , poré m, com o passar do tempo acaba dando uma espé cie de liberdade maior, que é de onde saem as experiê ncias de frustraç ã o que sã o de extrema necessidade para a constituiç ã o de um ser humano adulto saudá vel.

O autor fala que apesar de existir a realidade externa e a interna, há a necessidade da criaç ã o de uma terceira divisã o: a experimentaç ã o. Referindo-se à experimentaç ã o o autor comenta: &ldquo A á rea intermediá ria a que me refiro é a á rea que é concedida ao bebê , entre a criatividade primá ria e a percepç ã o objetiva baseada no teste de realidade. &rdquo (p. 76, grifo do autor). Esta por sua vez nã o deixa de ser uma á rea que está entre o que se é percebido conscientemente e o que se é percebido inconscientemente. Isso o levou a estudar a ilusã o.

Winnicott també m aborda o brincar e enfatiza a importâ ncia de tal ato para a vida adulta, expondo ideias de Milner, que relaciona o brincar durante a infâ ncia com a capacidade que o adulto tem de se concentrar. Em outra parte desvincula a brincadeira da masturbaç ã o, visto que, durante muito tempo, ambas estavam relacionadas. O brincar representa saú de, pois facilita o amadurecimento, facilitando a comunicaç ã o da crianç a com os demais que a rodeiam. O brincar é relacionado à comunicaç ã o até mesmo na psicoterapia, visto que essa aç ã o fornece uma espé cie de amostra do que há por dentro, do que se percebe e do que se sente.

significações que são interpretadas por outros. A televisão assim como o brinquedo transmitem hoje conteúdos e ás vezes esquemas que contribuem para a modificação da cultura lúdica. Há jogo quando a criança dispõe de significações, esquemas em estruturas que ela constrói no contexto de interações sociais que lhe dão acesso a eles. A cultura lúdica só existe pelo conjunto de elementos de que uma criança pode valer-se para seus jogos e pela linguagem com suas regras e palavras.

W. Winnicott ressalta que o brincar é uma terapia, e com isso diz que mesmo que os pais devam estar disponí veis durante uma brincadeira para que nã o se torne algo traumá tico, é importante que eles saibam deixar a crianç a brincar só . O brincar é uma experiê ncia criativa, aonde a crianç a traz elementos procedentes da realidade externa representando uma realidade psí quica interna. É essa experiê ncia que é analisada na psicoterapia, já que nã o deixa de ser um modo de expressã o espontâ neo. Quando uma pessoa, seja ela crianç a ou adulto, nã o consegue brincar é tarefa do analista ajudá -lo a realizar essa tarefa.

             Nossa atual cultura opõe o ato de brincar e trabalhar, caracterizada pela oposição ao que é sério. O jogo só existe dentro de um sistema de designação, e de interpretação das atividades humanas. O jogo se inscreve num sistema de significações que nos leva a interpretar como brincar, em função da imagem que temos dessa atividade. A criança aprende com a sua mãe, a seguir ela assume o mesmo papel da mãe, mesmo que de forma desajeitada. Nisso ela aprende características essenciais do jogo: o aspecto fictício inversão de papeis a repetição que mostra que a brincadeira não modifica a realidade. O jogo é um produto de cultura, primeiramente aprender aquilo que se relaciona com o jogo para depois aplicar as competências adquiridas.

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A autonomia do bebê é alcanç ada com o apoio do amor materno, que serve nã o apenas para fins de cuidados auto-conservativos, mas també m para oportunidade para a fase de passagem da dependê ncia para a independê ncia. A separaç ã o nã o surge necessariamente no separar-se, mas do espaç o potencial anteriormente citado, que é onde aparece o brincar criativo.

O indiví duo saudá vel emocionalmente nã o absorve para a vida o objeto transicional e o sentimento que tal objeto causou nele. Ao longo dos anos a transicionalidade perde o significado, pois os fenô menos transicionais sofrem difusã o.

            O brincar é o espaço da criação cultural. Winnicot relata que o brincar é essencial, pois brincando o paciente mostra criatividade. O espaço lúdico vai permitir ao indivíduo criar e entreter uma relação aberta e positiva com a cultura. Brincar é um mecanismo psicológico que garante ao sujeito manter uma distância com a realidade. Para Freud se a brincadeira não for prazerosa a criança não está brincando.

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