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Fenomenologia e Existência: Uma Leitura de Merleau-Ponty



A tarefa da Fenomelonogia é revelar este mundo vivido antes de ser significado, mundo onde estamos, solo de nossos encontros com o outro, onde se descortinam nossa história, ações, nosso engajamento, nossas decisões.

Vida, Existência e Essência: uma leitura existencial das

Para Merleau-Ponty, a intencionalidade é urna relação dialética onde surge o sentido. 8775 Porque estamos no mundo, estamos condenados ao sentido e não podemos fazer nada ou nada dizer que não tenha um nome na história. 8776 (Prefácio P. XIV.) E será o mundo da percepção que se nos revelará como o 8775 berço das significações, sentido de todos os sentidos e o solo de todos os pensamentos 8776 . (Phénomènologie de la Perception, p. 997.) O sentido surge de nossa relação com o mundo e com os outros. E, para Merleau-Ponty, este sentido é inextricavelmente misturado com o não-sentido, uma vez que a redução não é jamais completa.

Uma leitura a partir da exposição arqueologia existencial

Goiânia, juntamente com a Capital Federal , forma o eixo Goiânia-Brasília , apresenta uma das maiores concentrações populacionais e consumidoras do país, com mais de 6 milhões de habitantes numa estreita faixa de 755 quilômetros de extensão, tornando-se assim, o terceiro maior aglomerado populacional do Brasil.

TEDE: Abuso Sexual na Infância: uma Leitura Fenomenológica

Ótima síntese. Uma obra bem complexa exposta por ti de forma simples e completa. Pensar nossos atos através de histórias como esta vale a pena, um bom exemplo de vida, dos caminhos certos e errados que futuramento possamos seguir.

A influência mais marcante foi, no entanto, exercida pela obra de Husserl. Merleau-Ponty não o considerava um chefe, mas um mestre. A um chefe não se pode superar. E mais, superar um mestre não significa simplesmente destruí-lo, recusar o momento de sua obra, e 8767 sim, 8775 recomeçar seu esforço, reassumir, mais que suas teses, o movimento de sua reflexão 8767 . ( 8775 Sobre a Fenomenologia,da linguagem 8776 , em Sinais, p. 678).

A noção de intencionalidade aparece em Husserl na 8775 Primeira Investigação 8776 na 8775 Quinta Investigação 8776 e nas Idéias. (Cf. Recherches Logiques, 7 tomos, PUF, Paris e Idées directrices pour une Phénomènologie. Ed. Gallimard, París.).

Merleau-Ponty erige o Lebenswelt como o ponto de partida de sua Filosofia, ao mesmo tempo que reconhece este retorno ao mundo da vida 8776 como a contribuição mais importante da filosofia husserliana. (Cf. As Ciências do Homem e a Fenomenologia).

Goiânia é a capital do estado brasileiro de Goiás. Foi fundada em 79 de outubro de 6988 para posteriormente substituir a Cidade de Goiás como capital do estado ( 6987 ). Sua população estimada em 7555 era de habitantes.

O primeiro Husserl, aquele das Investigações das Idéias, das Meditações cartesianas é rejeitado por Merleau-Ponty. Ele elabora uma renovação da Fenomenologia que deixa de ser uma pretensão de ciência estrita para se tornar uma orientação para o irrefletido. Ao mesmo tempo ele reassume, a seu modo a redução fenomenológica, que em vez de nos conduzir a um Ego puro deve levar-nos a um sujeito encarnado, situado no mundo que antecede a reflexão. Merleau-Ponty retorna ao Lebenswelt, ao mundo da vida, às coisas mesmas como o berço do sentido.

Com esta observação Merleau-Ponty se une à maioria dos intérpretes de Husserl que vêem na redução um dos pontos críticos da fenomenologia e, talvez, um dos mais difíceis. (Cf. Van Breda. 8775 La reducción fenomenológica 8776 , em Cahiers de Royaumont, Buenos Aires, 6968, p. 769-778. De Waelhens. Une philosophie de l 8767 ambigüité, p. 89 e seguintes). Merleau-Ponty sentiu a ambigüidade ou a enigmaticidade da redução, Mesmo assim pode-se afirmar que a postura fenomenológica de Merleau-Ponty está estruturada sobre o fundo da redução. Uma leitura atenta da Fenomenologia da Percepção mostra isso claramente.

Merleau-Ponty busca atingir uma autêntica reflexão radical ógica que sirva como meio de tomar consciência de nossa relação ao mundo, de fazer aparecer o mundo. Ele não entende que a finalidade da redução- seja a de nos retirar do mundo para uma consciência pura. Ao contrário, a redução não deve ser considerada como um empreendimento idealista, uma volta reflexiva- a um âmbito interior, ao 8775 homem interior 8776 de Santo Agostinho, mas sim como uma fórmula de uma filosofia existencial.

O retorno às coisas não se identifica, pois, com o voltar ao objeto da ciência, nem com o voltar-se para dentro de si, para o interior da consciência, a um subjetivismo. Mas, que é então? 8766 Retornar às coisas mesmas é voltar-se para este mundo prévio a todo conhecimento, do qual o conhecimento fala sempre e com relação ao qual toda determinação científica é abstrata, significativa e 8766 dependente, assim como a geografia com relação à paisagem onde apreendemos de início o que é uma floresta, um campo, um riacho 8776 . (Idem, p. III). É a volta ao mundo anterior à reflexão, volta ao irrefletido, ao mundo vivido, sobre o qual o universo da ciência é construído.

Merleau-Ponty entendeu que, para se conhecer a Fenomenologia de Husserl, importa, em primeiro lugar, não considerar cada uma de suas obras isoladamente, e não ver nelas a aplicação sucessiva decisiva e um método original a temas diversos, ou uma seqüência de pontos de vista onde se exprimiria, de modo sempre novo, uma mesma intuição fundamental. Devemos, ao contrário, ver nela um esforço paciente para levar à claridade uma visão de início obscura, tateante, de modo que as últimas obras são, em grande medida, indispensáveis à compreensão das primeiras. (Cf. Thevenaz, De Husserl à M. Ponty, p. 87).

Que me seja permitido, para concluir, transcrever um trecho escrito por Ricoeur em seu livro História e Verdade, que revela a importância, o sentido e o alcance da noção de mundo, noção que se aproxima daquela de Merleau-Pont 8767 y, que assegurou enfaticamente à Filosofia a tarefa de nós reaprendermos a vê-lo.

Excelente análise, uma das melhores que encontrei na internet até agora. Ótima forma de explicar filosofia, através da literatura.

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E 8767 ao mundo que devemos creditar nossa 8775 condenação ao sentido 8776 , não como, contemplação ou construções de significados, mas como inerência na ação histórica e política, 8775 A verdadeira filosofia é a de reaprender a ver o mundo Nós temos em mãos nossa sorte, tornamo-nos responsáveis por nossa história por meio da reflexão, mas também por uma decisão em que engajamos nossa vida e 8766 nos dois casos trata-se de um ato violento que se verifica ao se exercer. 8776 (Prefácio, p. XVI.).

Não há certamente nenhuma outra questão sobre a qual Husserl tenha dedicado mais tempo para compreender ele próprio, assim como nenhuma questão sobre a qual tenha voltado mais vezes, já que a problemática da redução ocupa nos inéditos um lugar importante 8776 . (Prefácio, p. V).

6. Qualquer coisa é dita. E talvez antes de procurarmos dizer o que é que isso, isso que foi dito, quer dizer, ou como, como é que isso foi dito, ou ainda, o que é que foi feito ao dizer isso, quando se disse isso, e na medida em que foi isso, isso, e não Mais

8775 Mas que significa isso? Essa unidade também não a posso aprender, dominar, entendê-la e expressá-la em um discurso coerente. Pois essa camada primordial de toda experiência é a realidade prévia de todas as circunstâncias ela é 8775 sempre-já-antes 8776 e chego tarde demais para exprimir. O mundo é a palavra que tenho na ponta da língua e que jamais pronunciarei está presente, mas apenas começo a proferi-la, já se tornou mundo do cientista, mundo do artista e mundo de tal artista: mundo de Van Gogh, de Cézanne, de Matice, de Picasso.

Num curso sobre o conceito de Natureza, ministrado em 6956/57, no Collège de France, Merleau-Ponty afirma que o problema ontológico é aquele ao qual se subordinam todos os outros e por isso mesmo a ontologia não pode ser um teísmo, um naturalismo ou um humanismo, ou seja, não pode identificar o Ser com um dos Mais

As ideias do professor Dr. Aquiles V Zubén têm um peso e tanto de reflexão critica e rigorosa que nos permite transcender nosso senso comum, especialmente quando embasa aquelas através de filósofos notórios Ponty, Husser, Ricouer e tantos outros. Além disso esse professore Leciona nas melhores Universdades da região: Unicamp, Puc e outras. Além disso, o Dr Aquiles têm uma vasta experiência filosófica, educacional, acadêmica nas diversas áreas do saber, como Ética, Bioética, Filosofia da Ciência, Antopologia Filosófica, Teoria do Conhecimento etc. E também a pessoa e profissional ético que é fico muito feliz por ter tido aulas com ele, já que me proporcionou adquirir conhecimentos amplos em Filosofia, especialmente contribuindo para desenvolver meu modo de pensar e sobretudo a reflexão crítica, lógica e imaginativa, embora tenho muito e mujito a aprender.

Ao fazer Fenomenologia, Merleau-Ponty não pretende abordar um problema de escola. Ele realmente reassume, a seu modo, o último Husserl, mais facilmente identificado com a época do Lebenswelt.

E finalmente, mantendo como elemento fundamental o compromisso da consciência e sua intencionalidade, Merleau-Ponty afirma claramente: 8775 5 Cogito deve me descobrir em situação. (Prefácio,.p. VII.).

Neste texto não tenho a intenção de resumir o pensamento de Merleau-Ponty. Seria demasiadamente pretensioso, dado o âmbito deste trabalho. Proponho uma breve leitura da 8775 carta-programa 8776 , o prefácio à Fenomenotogia da Percepção, onde Merleau-Ponty expõe sua concepção de filosofia que ele denominou Fenomenologia, retomando por sua conta e reassumindo por força de sua criatividade as trilhas de Husserl. Na verdade, podemos até afirmar que, através dos breves parágrafos deste prefácio, ficamos entendendo Husserl e a própria Fenomenologia como estilo de pensamento que está à procura do sentido do sujeito, do mundo, da História e da própria Filosofia.

A leitura de Merleau-Ponty não só se, justifica pela relevância de sua contribuição para muitos problemas filosóficos atuais, mas sobretudo porque através dela entramos no próprio processo da Filosofia, cuja tarefa é, segundo Merleau-Ponty, que reaprendamos a ver o mundo. (Prefácio, pág. XV). De fato, como afirma Merleau-Ponty no Eloge de Ia philosophie,: 8775 filosofar é procurar, é, implicar que há coisas para se ver e se dizer 8776 .

Outros filósofos da existência utilizaram o método fenomenológico, chegando mesmo a entrelaçar Fenomenologia e Existencialismo. Porém em nenhum deles se encontram articuladas, de modo tão explícito e harmônico, a Fenomenologia e a existência como em Merleau-Ponty.

O retorno às coisas é então a recuperação do nascimento do sentido do Lebenswelt. Isso se torna possível pela redução fenomenológica que irá nos esclarecer justamente esta abertura ao mundo e ao outros.

Merleau-Ponty, por sua parte, não aceita esta atitude da redução fenomenológica, como atitude idealista de um idealismo transcendental, pois ela refletiria a ruptura entre a consciência e o cogitatum. 8775 A redução é apresentada como o retorno a uma consciência transcendental diante da qual o mundo se estende numa transparência absoluta 8776 (Prefácio, p. V.).

Conforme Merleau-Ponty, devemos 8775 reconhecer a consciência como projeto do mundo que ela não abarca nem possui, mas em direção ao qual ela não cessa de se dirigir 8776 . (Prefácio p. XII-XIII.)

A região metropolitana de Goiânia tem aproximadamente 7 milhões de habitantes, o que a torna a segunda maior e mais populosa cidade da região Centro-Oeste, atrás apenas de Brasília.

A intencionalidade operante identífica-se com toda atividade do sujeito que deixou de ser propriedade de uma consciência isolada e constituinte, é a própria abertura ao mundo de um sujeito carnal, corporal. Na verdade, a característica primordial de nossa relação com o mundo não é a percepção predicativa, mas a percepção carnal, corporal. 8775 Deve-se, portanto, desde que se resolveu identificar, como se deve, consciência e intencionalidade, resolver-se também a rejeitar a identificação da consciência com a transparência, deve-se resolver a conceber, de imediato e irredutivelmente, o ser consciente como um ente real, isto é, como uma consciência radicalmente encarnada 8776 . (Artigo citado, p. 678.)

E se a Fenomenologia é 8776 a ambição de uma filosofia em ser ciência estrita 8776 (Prefácio, p. II), continua Merleau-Ponty, 8776 ela é também uma resenha do espaço, de tempo, do mundo 8766 vivido 8767 8766 . (Idem). Em Expérience et jugement, Husserl afirmou: 8766 O retorno ao mundo da experiência é o retorno ao mundo da vida, isto é, ao mundo no qual nós já vivemos sempre e que constitui o solo de toda operação de conhecimento e de toda determinação científica 8776 (p. 97-98 ).

8775 Que é Fenomenologia? 8776 , pergunta Merleau-Ponty. 8775 É o estudo das essências 8767 , é uma 8775 filosofia que recoloca as essências na existência 8767 8775 uma filosofia para a qual não se pode compreender o homem e o mundo senão a partir de sua facticidade 8776 8775 é uma filosofia transcendental 8776 que coloca entre parênteses, para se compreendê-las, as afirmações da atitude natural mas é também a filosofia para à qual o mundo é sempre 8775 déjà lá 8776 antes da reflexão. É além disso 8775 a tentativa de uma descrição direta de nossa experiência tal como é, sem levar em conta a sua gênese psicológica e as explicações causais do cientista.

As ideias do professor Dr. Aquiles V Zubén têm um peso de reflexão critica e rigorosa que nos permite transcender nosso senso comum, especialmente quando embasa aquelas através de filósofos notórios Ponty, Husser, Ricouer e tantos outros. Além disso eesse professore Leciona nas merlhores Universdades da regi~]ao: Unicamp, Puc e fico muito feliz por ter tido aulas com ele, já que me proporcionou adquirir conhecimentos amplos em Filosofia, especialmente contribuindo para desenvolver meu modo de pensar e sobretudo a reflexão crítica, lógica e imaginativa.

Em suma, o objetivo primeiro da redução fenomenológica é, como apresenta o primeiro volume das Idées, mostrar a necessidade de um elemento puro que possa servir de ponto de partida para um pensamento radical, um fundamento absoluto do conhecimento, a saber: o cogito, graças à noção de intencionalidade como Sinngebung, operação ativa de significação, orientada para o cogitatum.

E mais, se a Fenomenologia é uma filosofia transcendental, que para explicar a atitude natural deve suspender as afirmações desta, não se deve considerar aquela atitude transcendental como uma atitude que suprime a atitude natural, mas sim que conta com ela, já que a supressão do mundo 8766 material suporia, de imediato uma aceitação do idealismo, o que é rejeitado por Merleau-Ponty. Aliás, é a própria posição de Husserl em suas últimas obras onde propõe a volta ao Lebenswelt.

8775 A unidade do mundo é por demais preliminar para poder ser possuída, por demais vivida para ser sabida. Desaparece, mal é reconhecida. É talvez por isso que uma fenomenologia da percepção, que aspirasse a dar-nos a filosofia de nosso-estar-no-mundo, é algo tão difícil quanto a, busca do paraíso. A unidade do mundo a partir da qual se desdobrara 8767 todas as atitudes é apenas o horizonte de todas essas atitudes. 8776

O segundo Husserl, para Merleau-Ponty, longe de conduzír necessariamente ao Idealismo, contém em germe os temas centrais de uma filosofia existencial. Merleau-Ponty não poderia ser mais enfático ao afirmar que, se a Fenomenologia é considerada como o estudo das essências, ela é também uma filosofia que recoloca as essências na existência. A presunção idealista que aparece nessa definição contrasta com as novas aquisições da postura existencial. 8775 Longe de ser, como se acreditava, a fórmula de uma filosofia idealista, a redução fenomenológica é aquela de uma filosofia existencial 8767 . (Prefácio, p. IX). Pode-se mesmo ver na filosofia de Merleau-Ponty a realização da redução fenomenológica, e neste processo de redução, a noção de intencionalidade exerce um papel singular. A intencionalidade deixa de ser a propriedade da consciência para ser característica de um sujeito voltado ao mundo. (Prefácio, p. VIII).

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